Comments: Janeiro 31, 2007 ::: MAS AFINAL, QUE TV VAMOS VER?
Devido a repercussão do texto anterior sobre o "final de carreira" da TV aberta no Brasil -fruto de uma referência no site Blue Bus ao artigo que escrevi e a publicação do mesmo em alguns veículos- resolvi aprofundar um pouco mais a análise sobre os novos formatos tecnológicos e os futuros modelos de negócio que vão se definir em curtíssimo prazo no mercado brasileiro.
Há menos de seis meses observei um alto executivo de uma grande rede de televisão desdenhar da eminente transformação que sofreria todo o modelo atual de produção e exibição de conteúdos na TV brasileira. Era o preço da desinformação. Acho difícil que ele hoje mantenha a mesma opinião. Se a mantiver, é a pessoa errada para exercer cargo tão importante.
As transformações de plataformas tecnológicas nos países onde a TV Digital já é plenamente distribuída por via terrestre ou por satélite aceleraram a pesquisa e o desenvolvimento de recursos direcionados à viabilização dos projetos de IPTV, a TV distribuída e assistida pela internet.
Nos últimos seis meses, a indústria mundial de hardwares agregou-se intensamente a este processo e viabilizou dezenas de excelentes soluções de Setup Box, as caixas conversoras de sinal que permitem a utilização plena de recursos on-line, viabilizando com perfeição programações on-demand e algumas camadas de interatividade.
Google, Yahoo, Apple e Microsoft já anunciaram seus projetos voltados a viabilizar oferta de conteúdos multiplos através de canais de IPTV. Só isso deveria ser motivo suficiente para deixar os gestores das redes de TV aberta no Brasil de cabelos em pé. Mas ao que parece eles estão no mesmo caminho dos executivos das grandes gravadoras musicais, que ainda procuram a placa do foguete que os atropelou com a criação do MP3 e da troca de arquivos on-line.
Não há indústria de entretenimento no mundo que consiga competir com o volume de oferta e a liberdade plena que a internet oferece aos seus usuários, cada vez mais interessados em buscar conteúdos específicos, para serem consumidos quando e onde quiserem.
As limitações de banda de acesso para a implementação de canais de IPTV no Brasil serão rapidamente superadas. Assim está acontecendo no resto do mundo. Já temos 72,4% das cidades brasileiras cobertas por serviços de banda larga, segundo dados divulgados hoje pelo Atlas Brasileiro de Telecomunicações 2007. Em nosso país este serviço cresceu 660% nos últimos 3 anos. Que outro segmento de mercado fora do mundo digital teve crescimento semelhante? Nenhum.
A projeção dos institutos de pesquisa é que os serviços de IPTV se ampliem mundialmente a um ritmo de 80% ao ano, impulsionados por bilhões de dólares em investimentos a serem feitos principalmente pelas empresas de telefonia fixa, que buscam um reposicionamento mercadológico para conseguirem competir com as operadoras de telefonia móvel e com os grandes grupos de mídia na oferta de conteúdos.
A implementação de canais de IPTV deverá se alastrar mais ainda com a breve implementação no Brasil do padrão Wimax, que é na prática uma tecnologia de banda larga sem fio com longo alcance e alta taxa de transmissão, ideal para atender a chamada "last mile", onde a qualidade de transmissão tem forte queda nas áreas urbanas. Até o final deste ano deve ser realizado pela Anatel o leilão para definir que grupos vão operar neste banda.
Podemos então prever, sem muita margem de erro, que dentro de dois anos já teremos ofertas de canais e dispositivos de IPTV à disposição no mercado brasileiro. Serão milhares de conteúdos ofertados por pequenos e grandes grupos de entretenimento e distribuídos pelas empresas de telecomunicações, por provedores e pelas próprias redes de TV, pelo menos por aquelas que não ficarem duvidando do futuro.
Você poderá assistir seus programas prediletos na mesma TV onde assiste a novela, o futebol, o filme em DVD ou os canais de TV a cabo. A tela será a mesma, mas a oferta de programação muito mais generosa, com o requinte da escolha detalhada do que você vai assistir e a possibilidade de interação direta com os conteúdos.
Para nós, usuários, a quantidade e a qualidade da oferta de conteúdos TV vai melhorar, esta é a tendência. Para os legisladores e gestores das grandes redes de mídia há uma série de problemas pela frente, referentes à propriedade intelectual, marcos regulatórios e tributação. Como diria uma querida amiga: cada um com os seus problemas..
Comments: Janeiro 29, 2007 ::: TV ABERTA: FIM DE CARREIRA
Quem acompanha de perto a evolução e as inovações que surgem diariamente no ambiente da tecnologia digital já sabe há algum tempo que o modelo de negócio representado pelas tevês abertas no Brasil e no mundo está com suas horas contadas.
Mas isso dito por Bill Gates -ele deu este aviso em Davos, na Suiça, para os poderosos da economia mundial- ganha outra dimensão. O bilionário dono da Microsoft afirmou para uma platéia silenciosa estar "espantado ao ver que as pessoas não percebem que, daqui a cinco anos, todos vão rir do que temos na TV hoje.."
Realmente é de espantar a cegueira do mercado em relação a esta transformação que se torna cada vez mais próxima, principalmente aqui no Brasil, onde temos um modelo de televisão constrúido em cima das grandes redes de sinal aberto e da concentração de verbas publicitárias no universo do broadcast.
Conteúdos on-line, gerados ou não pelos usuários, operacionalizados e transmitidos via internet, já estão integrando computadores e aparelhos de TV em um único dispositivo, através de recursos tecnológicos diversificados e adequados às exigências mercadológicas de cada região do planeta.
Entre nós não será diferente, apesar do enorme esforço no sentido contrário que faz quase em desespero o time dos "radiodifusores", controladores históricos das fatias mais generosas do bolo publicitário. A TV no Brasil caracterizou-se sempre como uma ação entre amigos, quase sem concorrência. E nunca esteve com um conteúdo de qualidade tão ruim no ar como o atual. Ou alguém ainda se arrisca a asisitir TV aberta domigo à tarde por exemplo?
Mas tudo está mudando, muito mais rápido do que os broadcasters poderiam imaginar. As conexões à internet em alta velocidade vão explodir através de pesados investimentos das empresas de telefonia, que já deixaram claro sua intenção de entrar no lucrativo mercado de TV. A capacidade de banda para tráfego de audio e vídeo é a principal exigência para se consolidar a IPTV, ou TV através de protocolo IP (internet protocol).
Há, inclusive, uma clara disposição do governo brasileiro e dinheiro já disponível no BNDES para apoiar empreendedores que queiram desenvolver projetos envolvendo novos recursos tecnológicos e novas bases de produção de conteúdos, tudo voltado a sedimentação do mercado de IPTV que vem por aí.
Agora que Bill Gates avisou, talvez os conservadores executivos das redes de TV no Brasil abram os olhos e comecem a compreender que não há como impedir a evolução e muito menos a inovação.
Mantendo-se no radicalismo mercadológico em que se encontram, perderão o bonde da história, sob risco de serem engolidos por novas empresas dirigidas por jovens mais novos que seus próprios filhos. Como diria a garotada: "se liga aí tio, a fila está andando!
Comments: Janeiro 25, 2007 ::: A DIVERTIDA ORIGEM DO SPAM
Apesar de ser uma prática e uma praga condenável, a expressão "spam" tem uma origem muito engraçada e bastante insólita. SPAM é a marca de um presunto picante (Spieced Ham), produzido desde 1937 pela Hormel Foods, uma tradicional empresa norte-americana de alimentos.
A marca ganhou projeção nos Estados Unidos na década de 70 através de campanhas publicitárias onde se utilizavam jingles que ficaram muito populares. Foi quando o grupo de comediantes Monty Python satirizou o SPAM em um episódio da série de TV Monty Python´s Flying Circus, exibida no mundo inteiro.
Ao surgir a Internet, alguns usuários começaram a associar o incômodo e irritante hábito de enviar mensagens em massa sem a autorização dos destinatários aos incômodos e irritantes jingles do presunto SPAM e ao deboche do grupo inglês à marca. O termo consolidou-se mundialmente na velocidade da web.
Nos Estados Unidos o presunto SPAM é vendido até hoje e os donos da marca parecem muito satisfeitos com a transformação do termo em referêncioa mundial, mesmo que usado como referência de chatice, inconveniência e invasão de privacidade.
Assista abaixo o vídeo do Monty Python ridicularizando o presunto picante SPAM. É muito divertido!
Veja abaixo uma entrevista com Steve Ballmer, o CEO da Microsoft, falando (mal, é claro) do iPhone, lançado pela Apple há uma semana e ansiosamente esperado nas prateleiras do mundo inteiro. Não há dúvidas: o golpe de Steve Jobs acertou a concorrência em cheio..
Hoje em dia a Internet é utilizada para quase tudo, principalmente para busca de sites de sexo e pornografia, área que ocupa quase 60% do tráfego na rede. Mas há casos específicos de gente muito esperta que descobre formas criativas de promover e faturar com a sacanagem on-line.
Foi o que fez o brasileiro Rodrigo dos Santos, proprietário do site M.Class, que anuncia em suas páginas garotas de programa que atuam na cidade de São Paulo.
Rodrigo passou a disponibilizar no site vídeos em formato MP4, que podem ser baixados e assistidos pelos interessados em iPods ou outros players que suportem o formato.
A idéia se transformou em sucesso, pelo menos entre o público masculino paulista que busca este tipo de atividade na internet. A novidade está funcionando como uma espécie de "album de figurinhas" digital, onde cada um dos usuários faz questão de mostrar para os amigos seus novos vídeos.
O site passou a ter 50 mil acessos por dia, pelo menos é o que afirma o proprietário Rodrigo. Ele também informa ter aumentado em 200% o faturamento das garotas de programa após a disponibilização desta nova tecnologia.
Há controvérsias nisso tudo, é claro, mas a verdade é que sempre tem um esperto para faturar com as imensas possibilidades deste mundo digital..
Comments: Janeiro 15, 2007 ::: VEJAM O BRINQUEDINHO FUNCIONANDO!
Se você não quer esperar até junho para ver o iPhone de perto, funcionando com todos os seus recursos, basta assistir o vídeo abaixo, produzido pela Rede de TV CBS. Vale à pena!
Comments: Janeiro 11, 2007 ::: A DURA VIDA DE UM GÊNIO
Estou no inteior do Rio Grande do Sul, atualizando este blog via laptop em uma conexão discada de 28800kbps. Juro que nao lembrava mais como era o gosto deste desconforto. Rodou um filme inteiro em minha memória, que me levou ao início de 1994 quando, através de um acordo feito com a UFRGS, conseguimos conectar nossa produtora em Porto Alegre à Internet com uma fantástica velocidade de 14400kbps. Um luxo!
Mas vamos ao que realmente interessa: Steve Jobs. Ok, todos sabemos que o cara é um gênio. Novamente -desta vez sem o efeito surpresa- pulou à frente de toda a concorrência e disponibilizou para o mercado um novo dispositivo, o iPhone, que integra telefonia, players de mídia e acesso wireless à internet.
Jobs, o mais talentoso entre os espertos, aproveitou para alterar a marca e o conceito da Apple, mudando o nome de Apple Computers Inc. para simplesmente Apple Inc. Isso diz quase tudo, sinalizando ao mercado onde a empresa pretende chegar. "Computers" já nao representam mais o negócio principal de Steve Jobs. Ele quer mais, muito mais! E somente com este aviso as ações da Apple subiram imediatamente 8,5%.
Ao lançar mundialmente o iPhone e consolidar a integração entre telefonia, player de áudio e vídeo, câmera fotográfica, filmadora e computador portátil com acesso à internet, a Apple toma a dianteira e já informa seus apaixonados usuários que muito em breve estará disponível a iTV, ou Apple TV, anunciada em setembro de 2006 e ainda em desenvolvimento.
Obviamente a iTV estará integrada ao iPhone permitindo que Steve Jobs, mais uma vez, deixe Bill Gates comendo moscas na oferta de um único dispositivo que integre todas as mídias digitais. Mas a Microsoft tem poder de fogo e punch para reagir. E deve fazer isso rapidamente, unificando esforços com outras grandes marcas que invariavelmente vivem correndo atrás das geniais estrepolias mercadológicas da Apple.
Mas nem tudo sao flores para a Apple. O primeiro problema refere-se à marca iPhone, propriedade da Cisco, que comercializa nos Estados Unidos um aparelho com este nome. Esta semana a empresa já entrou com uma ação contra a Apple por violação de propriedade industrial. Ou Steve Jobs se dobra a um acordo bilionário ou terá que arrumar outro nome para seu brinquedo novo.
Outra encrenca diz respeito ao design do iPhone, bastante parecido com o LG KE850, lançado mundialmente em setembro pela LG e grande vencedor do prêmio de melhor design de 2006, concedido pelo International Forum Design. Os dois dispositivos são realmente muito parecidos, com a diferenca que o da LG foi lançado antes..
Mas, estejam certos, Jobs vai fazer de todos estes limões uma saborosa limonada, bem ao seu estilo. Ninguém é gênio à toa..
O iPhone, da Apple, e o KE850, da LG: primeira pedra no sapato de Jobs..
Bem que falei que este advogado do namoradinho de Cicarelli, Sr. Rubens Decoussau Tilkian (vou me permitir não chamar de doutor) estava vivendo seus 15 segundos de fama. O Tribunal de Justiça de São Paulo negou no final da tarde de ontem que a liminar do desembargador Ênio Santarelli Zuliani pedisse a retirada do site You Tube do ar no Brasil.
A liminar, segundo nota da assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça, refere-se exclusivamente ao vídeo de Daniela Cicarelli fazendo sexo com seu namorado em uma praia da Espanha.
O advogado usou o fato do processo correr em segredo de justiça para pegar apenas uma parte do texto da liminar e divulgar exatamente o contexto que permitia uma dupla interpretação. Enfim, jogou para a platéia, para aparecer. E conseguiu.
A notícia que o YouTube poderia ser proibido no Brasil foi divulgada ontem no mundo inteiro. Parabéns doutor (?) !!
Comments: Janeiro 4, 2007 ::: NA CONTRAMÃO DA HISTÓRIA
Há várias formas de se punir uma pessoa ou uma empresa que tenha cometido um delito contra a imagem de outra. A lei existe para prever tais situações, que vão desde retratações públicas até o pagamento de pesadas indenizações.
Mas como no Brasil quase tudo é possível, a justiça descobriu uma nova forma de punição, aplicada ontem em decisão inédita do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.
Através de uma liminar concedida pelo desembargador Ênio Santarelli Zuliani o site de vídeos You Tube deverá sair do ar em nosso País por tempo indeterminado por ter mantido publicadas as imagens daquela bizarra transa de Daniela Cicarelli com seu namorado em uma praia espanhola..
Não tivesse caráter duvidoso, essa decisão seria realmente muito engraçada. Mas Rubens Decoussau Tilkian, advogado da modelo que está aproveitando seus 15 segundos de fama, garante que o You Tube "estará fora do ar no Brasil a qualquer momento".
A ser confirmada esta decisão estaremos nos alinhando com os ilustres governantes da China e do Irã, que bloquearam o acesso dos internautas ao You Tube, segundo denúncia feita pela organização "Repórteres Sem Fronteiras", defensores da liberdade de expressão no mundo inteiro.
Se Tato Malzoni -namorado de Cicarelli que entrou com a ação pedindo a retirada do You Tube do ar- sentiu-se prejudicado pela decisão do site em manter as imagens da sua fornicação à disposição do público, que busque uma indenização justa, afinal dinheiro não falta para nenhuma das partes.
Cá entre nós, se cada cidadão que tiver publicada uma notícia, uma foto ou uma cena que ache indevida, seja em qual for a mídia, tiver este poder dado ao namorado de Cicarelli pelo juiz Zuliani, vamos voltar rapidamente a um período de escuridão total, sem radios, jornais, tevês, revistas e internet livres. Alguém duvida?
Sabemos que a cada dia cresce o volume de utilidades que pode ter um telefone celular. Alguns, inclusive, servem para telefonar! Mas os japoneses, como sempre, foram além do imaginável e deram ao aparelhinho portátil uma função, no mínimo, muito criativa: delatar motoristas embriagados.
O sistema funciona através de um "telefone-bafômetro", bolado pela empresa de tecnologia Tokai Electric e comercializado pela KDDI Corp, segunda maior operadora de telefonia móvel do Japão.
Trinta empresas de táxi e ônibus já utilizam o "celular dedo-duro", que avalia o hálito dos motoristas enquanto eles falam com a chefia e informam o grau de álcool ingerido pelo usuário. Se o sujeito estiver embriagado um alarme toca imediatamente.
O nome da engenhoca que controla a bebedeira alheia é "Alc-Mobile", custa U$ 750 mais U$ 500 do software e vêm com um sistema automático que também dispara fotos digitais e sinais de GPS na hora do teste. Os funcionários das empresas, além de não poderem beber, precisam estar bonitinhos e na rota certa.
As autoridades japonesas da área de transporte não só aprovaram o "telefone-bafômetro" como estão incentivando outras empresas a adotarem o sistema. No último ano, houve mais de 14 mil acidentes por embriaguez no Japão, que resultaram em 707 mortos.
Comments: Janeiro 2, 2007 ::: 2007: O ANO QUE JAMAIS ESQUECEREMOS
Iniciamos 2007 com a confirmação do quanto a mobilidade e a portabilidade das mídias vão cercar nossas vidas daqui para frente. Mal começou o ano e já estão disponíveis números e projeções que dão a dimensão exata do que vai acontecer com a comunicação no planeta em um prazo muito curto de tempo.
Segundo informação divulgada hoje pela empresa inglesa de pesquisas Informa Telecoms and Media, três bilhões de pessoas -metade da população mundial- estarão usando um telefone celular até o final de 2007.
O que impressiona, além do volume de gente conectada às redes digitais de comunicação, é a velocidade e a voracidade com que os usuários trocam seus aparelhos por outros com novos recursos.
Nos mercados em expansão, como India, China e Brasil, a mudança de dispositivos chega a ser frenética, com casos onde o mesmo usuário utiliza três aparelhos diferentes em apenas um ano.
Esta busca por novos equipamentos projeta e consolida uma tendência de total convergência de recursos na comunicação móvel, com os consumidores querendo aplicar o maior número de serviços possíveis às suas rotinas de vida.
Para estes três bilhões de usuários - que em apenas 10 anos formaram a maior rede social do planeta - o celular, definitivamente, não será utilizado somente para telefonar. Servirá para enviar e receber mensagens e arquivos, para ouvir música em MP3, para jogar, assistir TV, fazer fotos e filmes em alta resolução, localizar um endereço, um restaurante ou um amigo com recursos de GPS e para navegar livremente pela Web através de conexões wi-fi (wireless fidelity).
O consumidor "heavy" já se deu conta que os telefones celulares transformaram-se em pequenos computadores, o que expandiu de forma surpreendente no segundo semestre de 2006, em todo o mundo, as vendas de PDAs e Smarthphones. O consumidor comum vai se dar conta disso muito mais rápido do que a própria indústria imagina.
No ambiente tecnológico, 2007 será o ano da mobilidade, da portabilidade, da interatividade e da convergência de todas as mídias. E na configuração dos conteúdos será o início de um novo processo, onde o usuário terá enorme poder de escolha e decisão, determinando o que, quando, onde e como consumir.
No mundo corporativo as empresas preparam-se para absorver imediatamente esta nova ordem, onde o usuário recebe, processa e gera conteúdos com enorme agilidade, criando um ciclo quase perfeito de comunicação em rede. E exercendo de forma plena e democrática seu direito de opinar, de influir, de decidir.
Conceitos como "personalização e atualização de conteúdos" e "gerenciamento de reputação" serão determinantes na montagem das novas estratégias de comunicação de marcas e produtos. O mundo corporativo que gera informação e entretenimento já se deu conta que, agora, quem opina e influencia com credibilidade é o próprio usuário. Quem consome comanda.
Veremos surgir ainda, com toda força, a Web 2.0, segunda geração de serviços na Internet, baseada na simplicidade e na intuitividade para acesso, cadastro e utilização de aplicativos e recursos. Um novo ambiente para a plataforma Web em relação a serviços interativos, cada vez mais focados na satisfação e na troca de informações entre os usuários.
Muitas novidades e uma revolução permanente de recursos, serviços, produtos e meios, que deve gerar alguma dor de cabeça para os profissionais que tentam definir estratégias e desenhar novos modelos de negócios. Enfim, para quem gosta deste caótico e fantástico mundo digital, 2007 promete!
ROBERTO ANDRADE é jornalista, pós-graduado em jornalismo digital com 25 anos de experiência em televisão.
Trabalhou como roteirista, produtor e diretor de programas, filmes, documentários e videoclips para diversas redes e emissoras,
como TVE, Band, RBS TV, TV Globo, MTV e Antenne 2. Foi vencedor do I Festival do Minuto e premiado
como produtor no Festival Internacional de Cinema, Vídeo e Televisão de Nova Iorque. Dirigiu a produtora Prisma durante
15 anos, onde realizou mais de 700 trabalhos para o mercado publicitário. Produziu e dirigiu os programas de rádio e TV
de 14 campanhas políticas em 5 estados brasileiros. Tem artigos jornalísticos e técnicos publicados
em jornais e revistas de todo País, com ênfase nas novas mídias e ambientes digitais. Atualmente é diretor e roteirista da
ZNet Conteúdos Digitais, além de Consultor em Mídias Digitais para empresas no Brasil e no exterior.